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Sábado, Dezembro 29, 2007 :::



Benfica eliminado pelo Sporting, que sobe sofrer, ser oportuno, letal e cínico.
A festa da Taça de Portugal regressou, neste fim-de-semana com mais um derby de Lisboa, ás quadras, com a realização da segunda eliminatória, naquela que para muitos seria uma final antecipada. No Pavilhão da Açoreana Seguros o palco onde a emoção esteve ao rubro mas aquém das expectativas em termos de afluência de público, que mesmo assim rondou as 1.300 pessoas, os preços praticados estarão e muito a contribuir para que os adeptos não compareçam em maior numero e o facto de o jogo ser televisionado em canal aberto e em directo.
Benfica e Sporting voltaram-se a encontrar, com os "encarnados" a receberem o seu rival e a querem rectificar o desaire (0x4) do último fim-de-semana, em partida a contar para o Campeonato Nacional.
Jogo este completamente diferente do da semana passada, como os treinadores a terem como estratégia a pouca utilização dos seus bancos, com o Benfica a utilizar somente cinco jogadores de campo e o Sporting a utilizar somente seis.
Só uma destas duas equipas podia seguir em frente para a terceira eliminatória, domínio absoluto e assumido por parte do Benfica na primeira parte, pressionando o adversário no campo todo e querendo de alguma forma mostrar e justificar que o desaire do ultimo jogo foi um acidente de percurso, o Sporting algo nervoso e com alguns jogadores a perderem por breves segundos a “cabeça”, como foram evidentes os casos de Bibi e Bebê, mas que verdade seja dita o seu treinador os soube repreender no exacto momento, o Sporting abordou o jogo sempre com uma postura de expectativa e de se alhear da confusão do próprio jogo e sem saber muito bem como reagir, tal era a intensidade com que o Benfica imprimia ao jogo mérito esse pelo excelente desempenho da equipa adversária, onde o colectivo funcionava, mas onde sobressaiu Gonçalo Alves, o jogador mais perigoso e influente na manobra da sua equipa. Ao contrário o Sporting que nunca conseguiu por a baliza adversária em perigo, onde Zé Carlos foi um mero espectador ao contrário do seu adversário, João Benedito, que foi mesmo o grande responsável pelo nulo (0 x 0) que se verificava ao intervalo, com uma soberba e espectacular exibição, direi mesmo a roçar a perfeição, defendeu para cima de 14 remates direccionados á sua baliza, ganhou todos os duelos individuais, que lhe apareceram pela frente, como foi os casos de Arnaldo, Ricardinho, Zé Maria e Gonçalo Alves, o Sporting sempre muito recuado, foi submetido a um total domínio, indo para o intervalo com uma imensa felicidade pelo resultado obtido até então.
A segunda metade mostrou um Sporting diferente, com uma outra atitude, a pausa serviu para que os comandados por Paulo Fernandes corrigissem e rectificassem a estratégia até então adoptada, conseguiram mesmo equilibrar a partida na segunda metade em todos os aspectos de jogo, conseguiram então levar mais perigo á baliza adversária, onde puseram muito mais á prova o Gr José Carlos, que efectuou o dobro das defesas da primeira parte, (4) e que acabou por sofreu 2 golos, eficácia por parte do Sporting que também tiveram mais posse de bola do que a que tiveram na primeira metade. O Benfica que adoptou a estratégia de utilizar somente cinco jogadores de campo e que pressionou o adversário durante a maior parte do tempo, excepção feita quando perdia por 1 x 0, e á falta de 3 minutos em que arriscou com Zé Maria a Gr avançado, colocando então Sidney, que ainda não tinha sido opção para tentar aproveitar o seu potente remate da meia distância. O Sporting sobe tirar dividendos do maior desgaste físico da equipa adversária que se acentuou á medida que a iam passando os minutos, que acabou por quebrar ainda muito mais quando Café á falta de 7 minutos para o término da partida, abriu o activo inaugurando o marcador, depois de Alex numa reposição de bola lateral o ter encontrado solto na área do Benfica, este não deu a mínima chance de defesa ao Gr do Benfica. O Sporting era então agora uma equipa que sabia sofrer, defendia como podia, e tinha para os minutos que restavam um Gr em perfeita sintonia com o sucesso, vitória e conquista, defendendo tudo que havia para defender, inclusive os livres de 10 metros directos que Ricardinho não conseguiu concretizar, aos quais os adeptos do Sporting no fim do jogo souberam retribuir com vários cânticos e salvas de agradecimento por tão excelente prestação, o Sporting já leva três jogos sem sofre qualquer golo.
Mas a sentença da partida só chegou ao minuto 38, e na primeira reposição de bola após o treinador do Benfica Nélito ter arriscado com Gr avançado o Sporting tornou a marcar e fez o resultado final de 2 x 0, numa reposição longa de João Benedito que encontrou Alex na área do Benfica, este dominou rodou e rematou sem dar mais uma vez chances ao Gr José Carlos que tinha entrado só para acompanhar e defender o ataque do Sporting, a forma Letal e Cínica como o Sporting abordou e venceu esta partida foi por demais evidente, pois só está ao alcance das grandes equipas, o Sporting parece estar forte e atingir a regularidade, termina o ano em estado de graça. Quanto ao Benfica resta-lhe o campeonato onde ainda á muitos jogos para disputar, seguindo-se já na próxima semana um novo derby desta vez com Belenenses líder invicto.
Quanto á arbitragem de Pedro Paraty e Abílio Bessa, esteve em bom plano, muito decididos, com personalidade mas demasiado autoritários em algumas situações, uma boa arbitragem.

Sporting
Cinco inicial: João Benedito - 1, Bibi – 6, Nenê – 8; Davi – 11 e Alex – 12.
Jogadores utilizados: Zézito – 5 e Café – 15
Cartão amarelo: Ricardinho aos 28m e Pedro Costa aos 39m
Golos: 2 ; Café aos 33m e Alex aos 38m
Faltas 1ª parte: 3
Faltas 2ª parte: 6

Paulo Fernandes;

“Hoje, tivemos alguma sorte, pelo nosso lado em algumas ocasiões principalmente na primeira parte, onde foi evidente que fomos dominados muito por mérito do adversário e também por demérito nosso, o Benfica queria repor uma melhor imagem pelo que sucedeu no jogo anterior, sabíamos disso. Sabia também que o Benfica ia rodar pouco a sua equipa, iria fazer actuar 5 ou 6 jogadores e que iam ter um desgaste físico por esse facto. Na segunda parte rectificámos e é certo que fomos cínicos em certos momentos do jogo, afastamo-nos da “confusão”, trazíamos uma energia suplementar e que fomos buscá-la depois de a termos acumulada durante a semana depois de termos lido o que lemos no sitio oficial do Futsal Benfica. Em minha opinião foi um jogo táctico, o Benfica têm dos melhores executantes portugueses, dos quais formam a base da selecção, eu utilizei os jogadores que estavam disponíveis, e os que eu pensei serem úteis para a estratégia adoptada. Ainda não ganhámos nada, passámos só mais uma eliminatória."

Benfica
Cinco inicial: José Carlos - 22, Pedro Costa – 4, Arnaldo – 6; Zé Maria – 7 e Ricardinho – 10.
Jogadores utilizados: Gonçalo Alves – 9 e Sidnei – 18
Cartão amarelo: Ricardinho aos 28m e Pedro Costa aos 39m
Golos: 0
Faltas 1ª parte: 4
Faltas 2ª parte: 3

Adil Amarante;

"Mais uma vez não fomos eficazes, com o volume de jogo e de situações iminentes de golo que tivemos não conseguir concretizar, acaba-se por perder, que foi o que aconteceu. Utilizei só 5 jogadores de campo por opção e por limitação física de alguns jogadores, o jogo foi de intensidade mas sem ser muito táctico, e resumiu-se na eficácia das equipas.
Sentimos falta dos jogadores que estiveram ausentes e falo do Bebé, André, Miguel e o Rogério, pois tudo isso pesa, para podermos explorar todos os seus recursos. Os meus jogadores honraram com dignidade, são todos jogadores muito experientes e vão conseguir dar uma melhor resposta já no próximo jogo, quando recebermos o líder Belenenses.

::: at 20:13

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Quinta-feira, Dezembro 27, 2007 :::

Novo Derby, agora para a taça, após a vitória experssiva do Sporting para o campeonato nacional.

O Benfica, detentor do troféu, recebe o Sporting, vão encontrar-se novamente neste fim de semana, sábado ás 15:25, com tansmissão na "SIC", da segunda eliminatória da Taça de Portugal, a primeira em que participa equipas da I Divisão, assim ditou o sorteio.
Este encontro é a reedição da meia-final da última temporada, que o Benfica venceu, antes de derrotare o Sporting de Braga na final.
O líder isolado do campeonato Nacional da I Divisão, o Belenenses, tem, em teoria, tarefa menos complicada, uma vez que recebe o Vitória de Setúbal, da III Divisão.
Também o Freixieiro e a Fundação Jorge Antunes não deverão ter dificuldades para atingir a próxima fase, uma vez que defrontam o Juvenorte, da II Divisão, e o Balsa Nova, do terceiro escalão, respectivamente.

::: at 00:23

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SPORTING VENCE DERBY NOS PORMENORES

www.futsal.com.pt
Texto; Rui da Cruz

O jogo grande da 11ª jornada terminou com a vitória do Sporting, foi um justo vencedor mas por um resultado demasiado expressivo 4 x 0 sobre o Benfica.
Jogo disputado no Pavilhão Paz e Amizade, perante aproximadamente 1.600 adeptos. O encontro fica marcado pelas duas expulsões e pelas duas lesões de jogadores do Benfica. As expulsões e a primeira de Deo por parte do Sporting ao terminar a 1ª parte quando se encontrava no banco de suplentes, por protestos. A segunda de Miguel Almeida por parte do Benfica, esta sim e como muito bem o seu capitão referiu na conferência de imprensa, foi o lance capital que marcou e fez decidir o jogo. As duas lesões porque impediram o Benfica de ter mais opções durante o resto do jogo, com novo azar de Rogeiro, com lesão no joelho, sem se saber ainda a gravidade da mesma e a de Arnaldo que levou um forte embate num lance em que chocou violentamente com o Gr João Benedito. Arnaldo numa disputa de bola na ala esquerda do ataque do Benfica, perdeu mesmo os sentidos, tendo desfalecido após o choque com João Benedito, e por breves minutos temeu-se o pior. Prontamente assistido, onde lhe foram administrados os primeiros socorros, saiu em maca com uma coleira cervical, foi transportado ao Hospital de Santa Maria para realizar exames de raios X, do qual não foram reveladores de qualquer lesão, estando Arnaldo sem nenhuma lesão grave aparente, mas por precaução realizou um exame Tac.
Jogo aberto, repartido, e intenso, repartido e equilibrado, nos primeiros minutos dominou o Sporting e nos seguintes o Benfica. Após os minutos iniciais de mútuo equilíbrio, entre ataque e defesa, o Sporting começou a criar mais perigo á baliza do Gr José Carlos muito por culpa do endiabrado Deo. O pequeno jogador foi o melhor do Sporting até a sua expulsão, conduzindo várias jogadas individuais de ataque, aplicando a sua melhor arma a velocidade e a sua técnica, rematando com algum perigo por várias ocasiões. O Benfica á passagem do 10 minuto de jogo conseguiu mesmo equilibrar e até ter maior ascendente, após o lance em que Arnaldo saiu lesionado, decorria o 12 minuto. Percebeu-se que por momentos os jogadores de ambas as equipas tiveram algum descontrolo emocional pelo sucedido, mas com o passar do tempo libertaram-se e ficaram novamente sintonizados no jogo, superiorizando-se então o Benfica na sua qualidade de jogo e a criar mais situações de perigo á baliza contrária até ao termino da 1ª parte, com um nulo no marcador, o empate era justo, apesar das várias ocasiões criadas por ambas as equipas.
Assim acabou assim começou, novamente com o Benfica a ter mais ocasiões de inaugurar o marcador, mais posse de bola, mais remates, pressionando muito mais á frente o adversário e por consequência mais agressivo, acumulando algumas faltas. A expulsão à passagem do 24 minuto de Miguel Almeida por amostragem de duplo amarelo, que cometeu falta sobre Davi que já fugia pela ala esquerda do seu ataque, foi o lance capital da partida. O Sporting e muito bem soube aproveitar o "pormenor" de ficar a jogar com superioridade numérica no jogo, e no minuto seguinte Zézito inaugurou o marcador, empurrando a bola para dentro da baliza na cara do desemparado José Carlos. O Benfica ainda esboçou uma reacção colocou mesmo Marçal na posição de pivot, trocando algumas vezes com Ricardinho na posição, ganhando posição e rodando algumas vezes mas quase sempre resolvidas por boas paradas de João Benedito. Ainda assim o Benfica reagiu, empurrou o Sporting que defendia muito atrasado e bem, tentava explorar as costas em contra ataques. Nestes minutos foi notória a atitude dos jogadores do Sporting que tinham como missão defender muito e bem e só conseguiam criar perigo por acções de lances individuais ou de bola parada. Neste período de jogo a ausência de Deo fazia-se notar e o Benfica fruto da sua atitude na busca de outro resultado, atingia a sua 5ª falta á passagem do minuto 30, e com amostragem de cartão amarelo a João Marçal. O Sporting só fez a sua primeira falta no minuto seguinte.
E eis que um grande Alex aparece no jogo, ao minuto 32. Faz uma soberba jogada onde arrastou consigo em simultâneo três jogadores do Benfica que ficaram pregados ao solo, condicionados por terem atingido a 5ª falta, e a ver uma brilhante assistência que encontrou na ala contrária o pivot Nenê que só teve que empurrar para fazer o 2 x 0 para o Sporting. O 3 x 0, foi de imediato, com o Benfica a perder a concentração, com uma perda de bola que Alex moralizado pela jogada anterior, isolou-se e aproveitou para concluir facilmente. Sem saber como reagir, o Benfica acusou e perdeu em absoluto o controlo sobre o jogo, acusando em demasia os 3 golos sofridos. Nélito, arriscou ainda o 5x4, quando ainda faltavam 4 minutos para o término da partida com o capitão Zé Maria a desempenhar a missão de Gr avançado, estratégia essa que em nada resultou, pois o Sporting dilatou o marcador num lance interceptado, que Café recebeu e rematou desde o seu meio campo com a pontaria certeira para a baliza deserta do Benfica. Vitória justa do Sporting, ficaram com os presentes os que souberam aproveitar e muito bem perante tais ofertas. O jogo não correu de feição ao Benfica, algo perdulário na finalização e por isso a condicionar o seu desempenho.

*Paulo Fernandes (Sporting)*
"Andávamos a ser criticados, críticas essas que não tinham fundamento, por não conseguir-mos fazer boas exibições e que os meus jogadores não tinham pretações boas, mas hoje demos uma excelente resposta a tudo isso. Espero ter o plantel todo a 100% e disponível, quando estivermos todos ai sim, vamos mesmo ser muito fortes, podem contar com o Sporting para o futuro. Não gánhamos nada ainda com este jogo, só ganhamos o jogo, preparamo-nos bem, fomos inteligentes sobre a forma como o abordámos, o resultado é expressivo de mais para aquilo que se passou em campo. O Benfica bateu-se bem, é uma excelente equipa, mas fomos uns justos vencedores."

*Adil Amarante (Benfica)*
"Não foi uma tarde feliz, por tudo que se passou, ficamos sem poder contar com 3 jogadores, um expulso e dois lesionados. O Rogério não sabemos ainda a gravidade da lesão, o Arnaldo pareçe já estar bem, com progonóstico reservado quanto ao seu regresso, e o Miguel expulso com duplo amarelo. Não aproveitámos as ocasiões e quando assim é condicciona-se o jogo. Esta arbitagem pareceu-me com um critério pouco largo na abordagem ao jogo. Após o lance da lesão do Arnaldo ficá-mos com o lado emocional algo perturbado mas perdemos por culpa nossa."

::: at 00:10

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Terça-feira, Dezembro 25, 2007 :::

Futsal com Magia pura.

Momentos de magia em pleno pavilhão "Coração de ouro", em Gondomar depois de um dia de trabalho, e precorrer mais de 300 km, exausto, cansado e a correr por gosto, apanhar um transito tremendo, com acidentes pelo meio, mas conseguindo chegar ao meu destino e a tempo de ver aquela bola fluroscente percorrer uns bons 20 metros pelo ar e ser acarinhada com um gesto de enorme talento, gesto aquele que certamente só estará ao alcance de muitos poucos, provavelmente a bola naquela hora sentiu-se ainda mais feliz que todos aqueles que em pleno pavilhão acompanhavam ao vivo o jogo das meias finais entre Portugal e Espanha, que expoldiram e estravazaram as emoções quando viram um "gigante", diria mesmo um "monstro das balizas", á procura da redondinha dentro da sua baliza. Eu já vi e revi centenas de vezes as imagens video destes três momentos especiais, sim para mim são três os momentos; passe, remate e o balançar das redes. Foi de tal maneira que até me senti arrepiado e confesso honestamente sem vergonha e complexo algum que as lágrimas me vieram aos olhos tal foi a emoção e a sensação vivida com aquele momento, mas depressa caí em mim, percebi que o momento teria que o viver de imediato, percebi que tinha disfrutado aquele momento na plenitude, estava rodeado de crianças, todos eles se imaginavam craques naquela hora cada um era como se estivesse no papel de todos aqueles jogadores, e disse-lhes que ainda havia muito jogo, da expriência adquirida ao longo dos anos que levo a ver Futsal, confesso que já foram alguns.

Rui da Cruz

Nota; ouvir o comentador italiano do canal de TV desportivo, "Eurosport" até dá arrepios.



::: at 11:07

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Segunda-feira, Dezembro 24, 2007 :::

Ponto de vista, do lance entre João Benedito e Arnaldo.

"Sou suspeito para falar porque sou um incondicional fã de Arnaldo Pereira desde que sigo a sua carreira aquando dos tempos do Instituto, um clube que me diz muito e que posso considerar a minha “segunda casa”. Ver este tipo afável - o típico gajo porreiro -, numa maca e com um colar cervical, retirou por completo qualquer da importância que o resto do jogo poderia vir a ter. Se tivesse poder para isso, o jogo teria sido adiado de imediato, porque há coisas mais importantes que o Desporto. Apesar da entrada de João Benedito ter sido despropositadamente dura, claramente faltosa, e de exigível punição disciplinar – o que não aconteceu de forma adequada, porque ficou o vermelho no bolso –, acredito sinceramente que o guarda-redes do Sporting nunca teve a intenção de aleijar o seu colega. Benedito é daqueles atletas exemplares, pouco comuns, que orgulham os clubes que representam. É um senhor do Futsal, e a sua própria reacção à situação diz muito sobre como viveu este drama. Desejar ao Arnaldo as rápidas melhores, até porque é, neste momento, o jogador mais importante e decisivo do Benfica. Fez imensa falta neste jogo e fará, sempre, em qualquer quadra em que o Benfica entre."

A crónica do Ricardo Solnado, "http://encarnados.blogspot.com"



::: at 23:25





Os "formatos" da UEFA Futsal Cup.

A Taça UEFA de Futsal é uma competição disputada todos os anos pelos maiores clubes europeus da modalidade, tendo vindo a crescer firmemente em termos de dimensão e importância desde que foi criada na época 2001/02.

Quatro etapas
Todas as federações que compõem a UEFA têm direito a inscrever o seu campeão na prova. O detentor do troféu está automaticamente qualificado para defender o seu título, pelo que a federação por ele representada tem a possibilidade de inscrever uma segunda equipa. Depois de, na primeira edição, ter terminado numa fase final, a competição é disputada actualmente em quatro etapas distintas.

Lisboa acolhe primeira edição
A edição inaugural, em 2001/02, culminou numa fase final disputada em Lisboa pelos oito melhores clubes. Um total de 27 campeões nacionais participaram na fase de qualificação, tendo o Sporting, enquanto organizador, ficado isento desta primeira fase. Estas equipas foram divididas em sete grupos, com os seus vencedores a garantirem a presença em Portugal.

Domínio espanhol
Uma vez aí chegados, os oito finalistas foram divididos em dois grupos de quatro. Os vencedores de cada grupo defrontaram o segundo classificado do outro grupo, com os vencedores destas meias-finais a garantirem a presença na final. Os espanhóis do Playas de Castellón FS venceram o Action 21 Charleroi, da Bélgica, por 5-1, e foram os grandes vencedores da competição.

Playas de Castellón renova título
Desde então, a Taça UEFA de Futsal adoptou o seu formato habitual, com pequenas variações no que toca ao número de participantes. Na temporada 2002/03, 30 equipas entraram na primeira fase de qualificação. Foram divididas em oito grupos, com os vencedores a qualificarem-se para uma segunda fase, composta por dois grupos de quatro equipas. Os vencedores de cada um deles - uma vez mais o Castellón e o Charleroi - disputaram a final, desta feita disputada a duas mãos, com os espanhóis a triunfarem por 7-5 no conjunto dos dois jogos.

Final ibérica
Na época 2003/04 foi acrescentada uma pré-eliminatória, que ainda se mantém. Nesse ano foi disputada apenas por dois clubes, com o vencedor, o AS Odorheiu Secuiesc, da Roménia, a juntar-se às restantes 31 equipas já apuradas para a primeira fase de qualificação. Ficou assim garantido um número idêntico de equipas em cada um dos oito grupos. A restante competição foi disputada no mesmo formato que a edição anterior, tendo o Boomerang Interviú FS mantido o domínio espanhol na competição, ao vencer o Benfica na final, com um total de 7-5 no conjunto das duas mãos.

Êxito do Charleroi da Bélgica

Na temporada 2004/05 assistiu-se a uma ronda preliminar composta por três equipas, com duas delas a qualificarem-se para a fase seguinte, completando o lote das 31 equipas apuradas para a primeira fase de qualificação. A presença de menos uma equipa nesta fase em relação à época transacta deveu-se ao facto de a Federação israelita ter abdicado da participação por razões logísticas. Na final, o Charleroi vingou as suas derrotas anteriores e bateu, após prolongamento, o MFK Dinamo Moskva, da Rússia, com um total de 10-9 no conjunto dos dois jogos.

Meias-finais e final a duas mãos
A competição manteve-se com 34 equipas para a temporada 2005/06, com quatro equipas a disputarem um mini-torneio preliminar. As duas melhores juntar-se-ão aos restantes 30 clubes na primeira fase de qualificação, que mantém o mesmo formato. A única alteração acontecerá na segunda fase, com duas equipas a qualificarem-se em cada um dos grupos. O vencedor de cada grupo encontrará o segundo classificado do outro agrupamento, disputando-se entre eles uma meia-final a duas mãos. A final continuará a ser disputada a duas mãos.






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Taça Portugal, 2005/2006.

Sporting faz história ao conquistar a sua primeira Taça de Portugal, vencendo o seu rival Benfica numa final verdadeiramente emotiva.

O Sporting, actual campeão nacional, conquistou pela primeira vez a Taça de Portugal, troféu muito desejado e fez história só ao fim de nove épocas, ao vencer o Benfica, actual detentor do troféu, por 9x5, na final disputada no Pavilhão Multidesportos de Coimbra. Ao intervalo, já o Sporting vencia por 3x2, mas com o equilíbrio a ser dominante por parte a parte, sendo que na segunda parte o Sporting entrou melhor e aumentou a vantagem até aos 7x3. O Benfica ainda protagonizou excelente reacção, já após a expulsão do gr. José Carlos logrou reduzir para 7x5, com Ricardinho a funcionar como gr. avançado. Mas Pica-Pau recebeu, então, ordem de expulsão por entrada dura sobre Paulinho, e comprometeu as aspirações do Benfica que viu o Sporting a sentenciar a vitória com mais dois golos, fixando o marcador em 9x5. Com um minuto para jogar, tempo ainda para mais uma expulsão de um atleta do Benfica, no caso Sidnei, que agrediu Bibi, o Sporting sagrou-se assim um justo vencedor, dando seguimento a vários meses sem perder, desde 24 de Junho de 2005, à sua superioridade e regularidade demonstrada até ao momento no campeonato. Sendo a maior parte do jogo superior ao Benfica e consegui sempre manter-se na frente do marcador, destaque pela positiva para o capitão do Sporting Zézito que contribui com um "hat trick", e pela negativa, as três expulsões por parte dos jogadores do Benfica, duas pelas por agressões. Numa partida espectacular e com pavilhão bem composto com mais de 2000 pessoas.

Histórico dos vencedores.
2005/06 Sporting Clube de Portugal (Paulo Fernandes)
2004/05 Benfica (Adil Amarante)
2003/04 SL Olivais (Luís Alves)
2002/03 Benfica (Alípio Matos)
2001/02 FJ Antunes (Gabriel Silva)
2000/01 FJ Antunes (Rui Pereira)
1999/00 Correio da Manhã (Luís Manta)
1998/99 Inst. D. João V (Rui Gama)
1997/98 Miramar (Beto Aranha)

Final Four.
Finalistas, todos a sul. Os finalistas da Final Four, da Taça de Portugal 2005/2006, são Benfica, Sp. Pombal Sporting e Piedense, que pela primeira vez, e por mera curiosidade, não contempla nenhum clube a norte do país e sem a presença de nenhuma equipa dos escalões secundários.

Benfica, equipa que das quatro finalistas apresenta o melhor curriculum nesta competição, vencedor em duas ocasiões, 2004/2005 e 2002/2003, vai a caminho da terceira presença, de realçar que das duas vezes que marcou presença na Final Four saiu vitorioso, e é o actual detentor do troféu.

Sp. Pombal
, conta como vencedor na época de 1998/1999, ainda sob o domínio de "D. João V", garante assim a sua quarta presença na final da prova, a última tinha sido na época 2001/2002.

Sporting, vai para a quarta presença e ainda não consegui vencer nunca a competição, um troféu que tanto ambiciona, recorde-se que o Sporting não marcava presença na "Final Four" desde a época 2001/2002.

Piedense, estreante na final da competição, vai contar com a sua primeira presença.Sorteio

O sorteio da Final Four da Taça de Portugal.
Será na Sede da Federação Portuguesa de Futebol. As partidas já têm horário definido. Assim, as meias-finais iniciar-se-ão às 15h e 17h, no sábado, dia 22, enquanto que a final, o jogo decisivo tem o apito inicial marcado para as 17h de domingo, dia 23. A cidade de Coimbra vai receber os jogos da Final Four. O Pavilhão Multi desportivo daquela cidade será o palco da competição, que juntará as equipas do Benfica, Sporting, Sp. Pombal e do Piedense. Recorde-se que a formação do S. L. e Benfica é a detentora do troféu, depois de ter vencido no jogo decisivo da última temporada, disputado no Entroncamento, o Boavista, por 4x1.

Campeonato da Europa de Futsal de 2007.

A cidade do Porto vai receber o Campeonato da Europa de Futsal de 2007. A Comissão de Futsal da UEFA atribuiu, por unanimidade, a Portugal, a 10 de Março de 2005, a organização da fase final do Europeu de 2007.

Pav. Rosa Mota fora do Euro'2007
A UEFA anunciou que 10 dos 12 jogos da fase final do Europeu de Futsal de 2007, em Portugal, vai realizar-se no Pavilhão Multiusos de Gondomar, obra que deverá estar concluída no final do ano. O novo recinto de Gondomar, que terá capacidade para 3.800 espectadores, vai substituir o Pavilhão Rosa Mota, no Porto, inicialmente previsto para anfitrião da fase final. Por seu lado, o Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos localizado nos arredores do Porto, com capacidade para 3,500 espectadores.será, como previsto, o palco dos outros dois jogos da prova, ambos da fase de grupos, que se realiza de 16 a 25 de Novembro de 2007. O sorteio da fase de qualificação realiza-se a 2 de Outubro e os encontros vão decorrer em Janeiro, a primeira fase e em Fevereiro a fase final, sendo que sete selecções vão juntar-se a Portugal, já apurado na condição de anfitrião.

Forte tradição
A escolha de Portugal para acolher a competição teve por base a popularidade e forte tradição que o Futsal tem no país, bem como a experiência da Federação Portuguesa de Futebol na organização de eventos da UEFA. Portugal organizou a primeira Taça UEFA de Futsal, em 2002, em Lisboa, quando a fase final da competição ainda era disputada com oito equipas. A selecção portuguesa marca regularmente presença nas fases finais do Campeonato da Europa e do Campeonato do Mundo de Futsal, este último organizado pela FIFA.

Quinta edição
O Campeonato da Europa de 2007 será o quinto organizado oficialmente pela UEFA destinado a selecções nacionais. O primeiro decorreu em Granada, na Espanha, com a vitória da Rússia, que acolheu a segunda edição, em Moscovo, dois anos mais tarde, desta vez com triunfo espanhol. Em 2003, a Itália tornou-se no primeiro país organizador a conseguir conquistar a competição, realizada em Caserta e Aversa. Em 2005, na fase final disputada na República Checa, a Espanha voltou a triunfar.


©uefa.com

De onde vêm os "craque's".

O Brasil torna-se centro exportador de atletas de Futsal, que obtêm dupla cidadania e viram "astros" na Europa, outros já chegam consagrados e procuram melhores contratos profissionais.
Nos campos de terra de futebol dos subúrbios do Brasil, meninos pobres e franzinos lideram a lista dos mais talentosos. Pelé, Garrincha e Robinho são alguns dos melhores exemplos do que um brasileiro humilde sabe fazer com uma bola no pé. Os grandes ídolos cobiçados por clubes da Europa costumam vir das classes menos privilegiadas. Mas um outro grupo de jovens craque's começa a levar vantagem na busca do sonho de se tornar um astro famoso no desporto. São garotos da classe média (a maior parte), que, além de jogar bem, têm na família algum avô ou bisavô vindo do velho continente. A vantagem é que eles podem obter dupla cidadania e ganhar um passaporte europeu. Na zona leste de São Paulo, em bairros de razoável poder económico, como Tatuapé e Penha, ou em áreas mais distantes, como Artur Alvim e Jardim Danfer, passou a ocorrer uma verdadeira caça aos jovens com esse perfil que se destacam no Futsal. Não é para menos, equipas de Futsal da Itália, da Espanha e de Portugal, e em menor quantidade da Rússia, Grécia, Roménia, e Kasaquistão, abriram totalmente os seus mercados para os brasileiros. Hoje, a Espanha tem mais de 400 jogadores de Futsal brasileiros e a Itália, mais de 70. Oficialmente, existem mais de 70 na Bélgica, na Rússia, em Portugal e alguns no Kasaquistão. Dos integrantes da selecção italiana, muitos deles são nascidos no Brasil, que conseguiram a dupla cidadania. Em contrapartida, entre os últimos 12 convocados para a selecção brasileira apenas o Gr. Rogério e Falcão, que é considerado o melhor jogador de Futsal, além de ser o atleta mais famoso e bem pago no Brasil a jogar Futsal, não disputam a Liga espanhola. Os jovens craque's do Brasil, de São Paulo, do Rio, de Santa Catarina e de Fortaleza têm se destacado. Mais de 50 atletas dali já fizeram as malas e rumaram para o velho continente, muitos deles estão mesmo na selecção italiana (Richard, Daverson, Jabá e Adriano Folha, são alguns dos exemplos).
A selecção espanhola que já contou com os brasileiros Paulo Roberto, que abandonou a carreira ao serviço do El Pozo Murcia, Ferreira, (que jogou pela Espanha o Mundial de 1996), Duda, e que agora conta com os brasileiros Daniel, do Boomerang Interviù, Marcelo, do Cartagena e agora o mais recente, Júlio César Simonatto, "Alemão", do Lobelle, que recusou a convocação brasileira porque aguardava a vaga na selecção espanhola. "O Brasil tem excesso de craque's e na Espanha tenho mais hipóteses", chegou mesmo a dizer Alemão, que saiu da Cohab de Itaquera, no extremo leste de São Paulo. Na selecção portuguesa, já temos brasileiros naturalizados, como os casos de Ivan, nascido no Rio de Janeiro, actualmente ao serviço da A.R. Freixieiro, e já com vários anos a disputar o campeonato nacional, depois de ter tido uma experiência por Espanha, de Leo do Martorell, e Marcelinho do DKV Saragoça, ambos estão em Espanha depois de ter dado nas vistas ao serviço do Action Charleroi da Bélgica e por último de Minhoca do Playas colega de equipa do também Português e internacional Miguel Almeida, que rumou a liga espanhola, proveniente do Benfica a meio desta época 05/06. A passagem pelo campeonato português, por parte de alguns jogadores brasileiros serve mesmo como uma adaptação à Liga espanhola, e sempre o Benfica como ponte de passagem, casos de Chico que está no Barcelona, Ciço no Lobelle, e de Lukaian no MRA. Esta época sucedeu mesmo o êxodo de jogadores internacionais portugueses para a melhor Liga do mundo, e sempre o Benfica como o clube que mais exporta jogadores, não vamos discutir o porquê desse fenómeno ou acontecimento, mas viu partir Arnaldo para o MRA na época passada, nesta Pedro Costa para o MRA, a meio da época no abrir das inscrições, Zé Maria, par o Benicarló, Miguel Almeida para o Playas, e o regresso de João Leite proveniente desta vez da A R Freixieiro, para o Albacete, depois da sua primeira experiência pelo Caja Segóvia.


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